Direita brasileira diz que Boulos passou dos limites e aposta em STF para salvar a honra de Caiado

O ministro do STF André Mendonça foi sorteado como relator da queixa-crime apresentada pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, contra o deputado Guilherme Boulos. Caiado acusa Boulos de calúnia, difamação e injúria devido a um vídeo que associa contratos do governo goiano a uma investigação de lavagem de dinheiro.
Direita brasileira diz que Boulos passou dos limites e aposta em STF para salvar a honra de Caiado

Direita brasileira diz que Boulos passou dos limites e aposta em STF para salvar a honra de Caiado
André Mendonça, ministro indicado por Jair Bolsonaro ao STF, caiu no centro de uma disputa que mistura honra, campanha presidencial antecipada e guerra narrativa entre governo Lula e oposição. O que começa como sorteio de relator vira munição política para a direita e risco jurídico para Guilherme Boulos.

O que quer Caiado

Do lado da direita, a leitura é simples: Boulos cometeu crime contra a honra e precisa ser contido pelo Judiciário. A queixa-crime de Ronaldo Caiado por calúnia, difamação e injúria mira um vídeo em que o ministro de Lula acusa o ex-governador goiano de envolvimento com esquema ligado ao PCC, citando contratos de R$ 141 milhões do governo de Goiás com a Fundação Pró-Cerrado.

A defesa de Caiado afirma que a investigação sobre lavagem de dinheiro atinge atividades privadas de integrantes da fundação, não o governo estadual, e que não há qualquer imputação formal contra ele. Na petição, os advogados falam em “narrativa falsa” construída por Boulos para colar em Caiado a pecha de conivente com o crime organizado, classificando o vídeo como “produto de desonestidade deliberada”.

Como a direita usa Mendonça

Para a direita, o sorteio de Mendonça como relator é um trunfo: lembra a origem bolsonarista do ministro e reforça o discurso de “freio” ao petismo no Supremo. As reportagens destacam que a distribuição é ato meramente processual, mas tratam o caso como teste político e jurídico para os limites do ataque pessoal em ano pré-eleitoral.

O outro lado (ainda mudo)

Enquanto isso, o campo governista aparece apenas indiretamente, por meio do próprio vídeo em que Boulos associa Caiado a um “escândalo relacionado ao crime organizado lá em Goiás” e destaca a prisão de Adair Meira, suspeito de lavar dinheiro para o PCC. Não há, até aqui, recuo ou pedido de retratação. A disputa, portanto, saiu das redes e entrou no plenário virtual do STF – exatamente onde a direita queria levar a briga.

https://brazil-test-hub.syndichain.com Brazil News Hub brazil-test-hub brazil-test-hub

Write a comment