Direita brasileira diz que Justiça acerta ao manter Deolane presa em cela ‘de luxo’

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou por unanimidade um recurso da defesa da influenciadora Deolane Bezerra, mantendo sua prisão em um presídio em Tupi Paulista. Os desembargadores consideraram que as instalações atuais são adequadas à sua prerrogativa como advogada, negando o pedido de transferência para uma Sala de Estado-Maior.
Direita brasileira diz que Justiça acerta ao manter Deolane presa em cela ‘de luxo’

Direita brasileira diz que Justiça acerta ao manter Deolane presa em cela ‘de luxo’
A prisão de Deolane Bezerra virou teste de estresse entre garantias de advogados e o endurecimento contra o crime organizado. De um lado, defesa e OAB falam em prerrogativas violadas; de outro, tribunais e veículos de direita defendem que a influenciadora já está em condições mais que privilegiadas.

O que decidiu a Justiça

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus e a transferência de Deolane para uma Sala de Estado-Maior, mantendo a prisão preventiva em Tupi Paulista. Para a relatora, o recurso tratava apenas de condições de custódia, sem demonstrar ilegalidade capaz de revogar a prisão preventiva.

Além disso, o TJ-SP entendeu que ela já está em pavilhão especial, separado da população carcerária comum, com estrutura “diferenciada”, incluindo banheiro com água quente, TV, ventilador, kits de higiene, quatro refeições diárias e visita íntima mensal.

Direita aplaude linha dura

Veículos alinhados à direita sublinham que a decisão foi unânime e destacam o vínculo investigado com o núcleo financeiro do PCC e as acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A narrativa é clara: não há por que falar em privilégio extra quando a ré já goza de cela especial e benefícios bem acima do padrão carcerário.

Outro ponto enfatizado é que a inscrição de Deolane na OAB está suspensa, o que, segundo a relatora, afasta o direito à Sala de Estado-Maior previsto no Estatuto da Advocacia.

Defesa e OAB batem de frente

Na outra trincheira, a defesa cita inspeções da OAB para sustentar que a cela não atende ao que a lei exige e avisa que “respeita, mas não se conforma” com a decisão, prometendo continuar lutando pela prerrogativa profissional e pela liberdade da influenciadora. A OAB-SP e o Conselho Federal também questionam se a unidade realmente cumpre os requisitos de Sala de Estado-Maior.

O impasse expõe o embate maior: para a direita, é um recado contra o crime organizado; para a defesa, é mais um caso em que direitos de advogados viram dano colateral da política de endurecimento penal.

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