Esquerda brasileira diz que Irã desmascara ‘superpotência’ e expõe fragilidade dos EUA

Após novos ataques dos EUA, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA descumprem acordos e que a assinatura de um presidente americano não tem valor, prometendo 'lições inesquecíveis'. O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que o país mostrou ao mundo que os EUA 'não são uma superpotência'.
Esquerda brasileira diz que Irã desmascara ‘superpotência’ e expõe fragilidade dos EUA

Esquerda brasileira diz que Irã desmascara ‘superpotência’ e expõe fragilidade dos EUA
Os novos bombardeios dos EUA contra o Irã reacenderam não só mísseis no Golfo, mas também um velho debate: quem manda de fato na ordem internacional — e quem só vive de fama passada.

Irã em modo revanche

Na narrativa iraniana, é Washington quem viola acordos e perde credibilidade. O líder supremo Mojtaba Khamenei acusa os EUA de descumprirem o protocolo para cessar-fogo e afirma que a assinatura de Donald Trump “não vale nada”, prometendo “lições inesquecíveis” ao inimigo americano. A mensagem é clara: não há mais espaço para confiar em compromissos firmados pela Casa Branca, só para enfrentá-los.

Na mesma linha, o chanceler Abbas Araghchi afirma que as forças iranianas já provaram ao mundo que os EUA “não são uma superpotência” e diz que Teerã defenderá “cada centímetro” do território “até o último suspiro”.

Leitura da esquerda brasileira: hegemon em decadência

Veículos da esquerda brasileira ecoam essa inversão de papéis: os EUA deixam de ser o árbitro global para aparecer como potência em declínio, recorrendo a ataques sucessivos contra infraestrutura costeira, radares e sistemas de energia perto do Estreito de Ormuz. Analistas iranianos ouvidos pela mídia apontam que Washington busca exatamente aí compensar a perda de prestígio: controle de rotas estratégicas, pressão militar contínua, possível preparação para operações terrestres.

Entre ‘resistência’ e risco de escalada

Enquanto o Irã exalta a “frente da resistência” contra o imperialismo americano, a própria ONU classifica os ataques recentes como “inaceitáveis” e insiste na via diplomática para evitar nova espiral de guerra no Oriente Médio. No contraste, emerge o quadro que a esquerda brasileira quer sublinhar: um Irã que se vende como guardião da soberania nacional e um EUA que, a cada míssil, parece menos superpotência e mais potência sitiada.

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