Esquerda e direita concordam: derrota de Jairinho é vitória da legalidade no caso Henry
Esquerda e direita concordam: derrota de Jairinho é vitória da legalidade no caso Henry
A Justiça do Rio manteve a condenação de Dr. Jairinho pelo assassinato de Henry Borel, enterrando a principal cartada da defesa: a tese de que a comoção pública teria contaminado o júri. A disputa agora não é mais sobre o veredito, mas sobre quem tenta capitalizar politicamente o desfecho.
De um lado, a esquerda trata a decisão como reafirmação do peso das provas e da gravidade do crime. CartaCapital destaca que o recurso exigiria “reexame das provas”, algo “inviável na atual etapa do caso”, como apontou a desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes. O foco está na pena pesada — 43 anos e 9 meses por homicídio qualificado, tortura e coação de testemunhas — e na narrativa de que o tribunal apenas consolidou aquilo que o júri popular já tinha demonstrado: a responsabilidade de Jairinho pela morte do enteado de 4 anos.
Do outro lado, a direita celebra o mesmo resultado, mas com outra ênfase: a rejeição da tese de que a “mídia militante” teria viciado o julgamento. A Revista Oeste sublinha que a defesa não apresentou “elementos que comprovassem a ilegalidade da decisão anterior” e que a repercussão do caso é consequência da “gravidade do que aconteceu com uma criança de apenas 4 anos”, nas palavras de Leniel Borel.
Em comum, os dois lados abraçam a voz do pai de Henry, que vê na decisão a confirmação de que não havia motivo para tirar o julgamento do “juízo natural” do Rio de Janeiro. A divergência está no enquadramento político — mas, pelo menos neste capítulo, esquerda e direita falam a mesma língua: a condenação permanece, e a tese do “tribunal influenciado pela mídia” sai derrotada.
https://brazil-test-hub.syndichain.com Brazil News Hub brazil-test-hub brazil-test-hub
Write a comment