Moraes arquiva a ‘Abin Paralela’, mas a direita reage com acusação contra o STF
Moraes arquiva a ‘Abin Paralela’, mas a direita reage com acusação contra o STF
Alexandre de Moraes puxou o freio na investigação da chamada “Abin Paralela”: o ministro do STF arquivou o caso contra Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem ao entender que os mesmos fatos já foram examinados na ação sobre a suposta tentativa de golpe. Ao mesmo tempo, manteve o foco sobre Carlos Bolsonaro, que vai para a primeira instância.
A linha da esquerda vê a decisão como desfecho jurídico. A CartaCapital resume que Moraes “arquivou a investigação contra Bolsonaro no caso Abin Paralela” e que o ministro entendeu que a condenação na trama golpista “já incluiu acusação”. A leitura é simples: não faria sentido duplicar punições por um mesmo conjunto de fatos.
Já a direita enquadra o despacho como encerramento de uma frente que, na prática, já teria perdido fôlego. A Revista Oeste destaca que Moraes “encerra investigação da ‘Abin Paralela’ contra Bolsonaro e Ramagem” e sustenta que ambos “já responderam pelos mesmos fatos” em outros processos. A Gazeta do Povo vai na mesma direção: o ministro “arquiva investigação da ‘Abin paralela’ contra Bolsonaro” porque os réus já teriam sido condenados pelos mesmos fatos.
Mas a reação bolsonarista não veio com alívio; veio com ataque. No X, Paulo Figueiredo amplificou a frase: “O objetivo de Moraes é terminar o serviço iniciado por Adélio.” É a leitura maximalista da base: não um ajuste processual, mas mais um capítulo da ofensiva contra Bolsonaro.
No fim, o caso expõe o mesmo abismo de sempre: para uns, o STF apenas evita bis in idem; para outros, reafirma um tribunal que acumula poder enquanto redistribui os resíduos do inquérito para instâncias inferiores.
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