Brasil Direita diz que Gilmar encurrala Alessandro Vieira na Justiça Eleitoral
Brasil Direita diz que Gilmar encurrala Alessandro Vieira na Justiça Eleitoral
A briga entre Gilmar Mendes e Alessandro Vieira saiu da CPI do Crime Organizado e foi parar na Justiça Eleitoral — com risco de inelegibilidade no horizonte. De um lado, a PGR diz ter enxergado indícios de abuso de poder político com finalidade eleitoral; do outro, o senador chama a ofensiva de intimidação e promete contestar a acusação.
A versão do caso que mais circulou na imprensa aliada à direita política diz que o gabinete de Vieira ainda não tinha posição oficial quando o processo avançou. A leitura é de que a estratégia do senador segue em compasso de espera, enquanto a representação de Gilmar ganha tração institucional.
Mas a reação de Vieira veio em tom de confronto. Ele afirmou que soube da movimentação “por meio da imprensa” e que a advocacia do Senado tentou, sem sucesso, acessar os autos. Também classificou o movimento como “mais uma tentativa absurda e ilegal de intimidação contra um parlamentar honesto e independente”.
Do lado de Gilmar, a acusação é outra: o ministro sustenta que Vieira passou do ponto ao tentar indiciá-lo no relatório da CPI, depois rejeitado pela comissão. A PGR, por sua vez, afastou a tese de abuso de autoridade, mas não arquivou o caso — preferiu empurrá-lo à Justiça Eleitoral para avaliar as “medidas cabíveis”.
No fim, o embate resume duas narrativas incompatíveis: para Gilmar e a PGR, há possível desvio eleitoral; para Vieira, há perseguição política. E a disputa, por enquanto, continua aberta.
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