Michelle bate de frente com Flávio e explode a guerra pelo PL no Ceará
Michelle bate de frente com Flávio e explode a guerra pelo PL no Ceará
Michelle Bolsonaro escolheu o ataque frontal e transformou a disputa no Ceará em mais um capítulo da guerra interna do bolsonarismo. De um lado, ela acusa o partido de negociar com Ciro Gomes; do outro, aliados insistem que a aliança é pragmática para derrotar a esquerda no estado.
A ex-primeira-dama resumiu sua posição sem rodeios: “a direita do Ceará está vendida”. Em outra postagem, reforçou o tom de denúncia: “Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’”. Para Michelle, o acordo com Ciro fere a própria identidade da direita e ignora o histórico de atrito do ex-ministro com Jair Bolsonaro.
Do lado oposto, a leitura é de cálculo político. O entorno de Flávio Bolsonaro sustenta a aproximação como peça de estratégia eleitoral, e comentaristas alinhados à direita defenderam a aliança com linguagem agressiva: “nosso candidato, para derrotar o Lula, precisa praticamente se disfarçar de Lula”. A reação veio carregada de ironia e constrangimento: “É muita humilhação…”.
A crise, porém, já passou do Ceará. Michelle afirmou ter sido “maltratada”, “humilhada” e “desrespeitada” por Flávio Bolsonaro em uma ligação sobre o partido. E, após a explosão pública, ela anunciou a saída da presidência do PL Mulher. No saldo, a briga escancara duas visões: uma que vê o acordo como traição, outra que o trata como realpolitik — e nenhuma delas parece disposta a recuar.
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