PL mira TSE e acusa rede de perfis falsos; a esquerda vê megaesquema, a direita fala em perseguição
PL mira TSE e acusa rede de perfis falsos; a esquerda vê megaesquema, a direita fala em perseguição
O PL levou ao TSE uma disputa que mistura campanha digital, dinheiro e guerra política. De um lado, o partido diz ter encontrado uma máquina de perfis falsos para atacar Flávio Bolsonaro; do outro, a cobertura crítica amplia o caso para uma possível organização criminosa digital.
Na versão do PL, a ofensiva é concreta e cara: a legenda afirma ter identificado 51 páginas e 4.607 anúncios entre março e junho, com gasto estimado em R$ 3 milhões, e pede que a Meta entregue dados para rastrear os responsáveis. Já a leitura de CartaCapital destaca um quadro mais amplo, com “mais de 20 mil perfis falsos” e supostos pagamentos em diferentes moedas, elevando a cifra para cerca de R$ 20 milhões.
A direita, porém, enquadra o episódio como uma armação contra o clã Bolsonaro. Rodrigo Constantino resumiu a suspeita ao dizer: “Prefiro acreditar que é uma brincadeira de mau gosto do bolsonarismo ou uma peça produzida pelo PT para prejudicar o Flavio…” Paulo Figueiredo foi ainda mais direto: “A estrutura de robôs do PT neste ano é impressionante”, escreveu ao afirmar que o esquema “movimenta milhões de reais para atacar Flávio Bolsonaro”.
No centro do conflito, a pergunta é menos sobre a existência de ataques e mais sobre quem os financia, quem lucra com eles e se o TSE conseguirá separar campanha agressiva de operação coordenada. Por enquanto, cada lado já escolheu seu culpado.
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