A Imperatriz Wu Zetian: Ambição, Poder e Destruição
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Wu começou como concubina do imperador Taizong, e, após sua morte, tornou-se amante de seu próprio filho, Gaozong. Esse foi apenas o primeiro passo de sua escalada maquiavélica. Não hesitou em eliminar qualquer obstáculo que surgisse entre ela e o poder absoluto. E quando dizemos eliminar, não se trata de figuras de linguagem, mas de fatos históricos: Wu foi acusada de matar sua própria filha recém-nascida, forjando o crime contra a imperatriz Wang, para que fosse deposta e ela assumisse o posto.
Esse episódio foi apenas o início. Wu perseguiu irmãos, primos, ministros, monges e até os próprios filhos. Seu filho Li Hong, que se opôs aos seus desmandos, morreu misteriosamente envenenado. Outro, Li Xian, foi acusado falsamente de traição e forçado ao suicídio. O trono deixou de ser uma representação da ordem e da estabilidade imperial, tornando-se o reflexo de sua obsessão por manter-se no poder, custe o que custasse.
A Mentira do “Empoderamento”
Transformar Wu Zetian em símbolo de “quebra de paradigmas” é ignorar por completo o método com que ela subiu ao topo: mentira, assassinato e destruição familiar. Não foi a competência, a sabedoria ou o amor pelo povo que a conduziram, mas sim o uso sem escrúpulos da manipulação, da calúnia e da eliminação física dos seus próprios filhos, maridos e aliados.
Se isso é “empoderamento feminino”, então é preciso questionar que tipo de poder está sendo defendido. Afinal, se a ascensão feminina significa imitar o pior dos vícios atribuídos historicamente aos homens — ganância, opressão, violência —, então não se trata de libertação, mas de uma troca de tiranos.
Feminismo: Igualdade ou Usurpação?
O feminismo, que surgiu com promessas de igualdade, se alimenta do discurso de revanche, do desejo de subverter hierarquias naturais e históricas, muitas vezes promovendo narrativas que romantizam figuras como Wu Zetian. A própria usurpação do trono — um ato grave numa sociedade que prezava pela ordem dinástica — é tratada como uma “vitória feminina”, quando na realidade foi apenas mais um exemplo de como a ambição desenfreada destrói famílias, nações e legados.
Wu não foi símbolo de avanço, mas de regressão moral. Se os meios justificam os fins, então qualquer monstro pode ser celebrado, desde que vista o manto de uma bandeira ideológica qualquer.