Violência contra mulheres ganha centralidade, mas desafios persistem

Segundo o Datafolha, 61% dos brasileiros consideram a violência de gênero o crime mais grave do país, e 71% avaliam que as mulheres correm mais riscos dentro de casa
Violência contra mulheres ganha centralidade, mas desafios persistem

Violência contra mulheres ganha centralidade, mas desafios persistem A violência contra a mulher é percebida pelos brasileiros como o crime mais grave do país, refletindo uma mudança social. No entanto, comportamentos que frequentemente antecedem agressões mais graves, como controle e restrição de autonomia, ainda são relativizados por uma parcela significativa da população. Apesar do reconhecimento da gravidade do problema, a compreensão sobre o fenômeno encontra limites, evidenciados pela persistência da culpabilização das vítimas e pela baixa confiança nas instituições.

  • 61% dos brasileiros consideram a violência contra a mulher o crime mais grave do país.
  • Nove em cada dez brasileiros afirmam que os casos de violência contra mulheres aumentaram nos últimos 12 meses.
  • 71% dos entrevistados acreditam que as mulheres correm mais riscos dentro de casa.
  • Apenas 55% consideram violência impedir que a companheira saia sozinha.
  • O controle das amizades ou do dinheiro da mulher é reconhecido como violência por 58% da população.
  • Mais de 90% classificam como violência humilhação pública, empurrões e sexo forçado.
  • Formas de violência psicológica e patrimonial encontram maior tolerância social.
  • 74% das mulheres entrevistadas afirmaram já ter vivido ao menos uma situação de violência ao longo da vida.
  • 38% das mulheres sofreram violência sexual sem consentimento.
  • 37% das mulheres que sofreram a agressão mais impactante nos últimos 12 meses não tomaram nenhuma providência.
  • Apenas 19% confiam muito na polícia para protegê-las.
  • 61% concordam que muitos casos de violência seriam consequência de escolhas equivocadas das mulheres. https://vermelho.org.br/2026/06/01/violencia-contra-mulheres-ganha-centralidade-mas-desafios-persistem/
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