O Monitor do PIB-FGV divulgado ontem trouxe mais um sinal de que a economia brasileira segue em expansão. Em abril, a atividade cresceu 0,1% na comparação com março, na série dessazonalizada. É um avanço pequeno, é verdade, mas ainda assim positivo, e, quando se olha para o quadro mais amplo, o desenho fica nítido: na comparação interanual, a economia subiu 1,8% e, no acumulado em doze meses, cresce 2%. O motor desse desempenho foi, principalmente, a indústria e os serviços, enquanto a agropecuária e o consumo do governo recuaram no período. Entre os componentes da demanda agregada, é o consumo das famílias que se destaca, com alta de 2,6% no trimestre móvel findo em abril, o maior patamar desde fevereiro do ano passado, puxado sobretudo pelo setor de serviços.