Beneficiários do Bolsa Família e CadÚnico ocupam 91% das vagas de emprego criadas no Brasil
Levantamento do MTE mostra forte inserção de inscritos no programa no mercado formal, com maioria de mulheres, jovens e negros
Beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) foram responsáveis por 91% dos empregos formais criados no Brasil em 2025, totalizando 1,160 milhão de vagas. Essa inserção produtiva é impulsionada pela “regra de proteção” do Bolsa Família, que permite aos beneficiários manterem o auxílio enquanto ingressam no mercado formal. Apesar do avanço, esses trabalhadores enfrentam remuneração inferior e maior rotatividade em comparação com aqueles fora do cadastro social.
- 91% dos 1,274 milhão de empregos formais criados em 2025 foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família ou inscritos no CadÚnico.
- Em 2026, a tendência continuou, com mais de dois terços das novas vagas destinadas à população de baixa renda vinculada a políticas sociais.
- A “regra de proteção” do Bolsa Família permite que beneficiários ingressem no mercado formal sem perder o auxílio imediatamente, facilitando a transição.
- O perfil dos trabalhadores contratados revela maior proporção de mulheres (61%), jovens (35%) e pretos/pardos (70%) entre os beneficiários do programa.
- Trabalhadores vinculados ao Bolsa Família recebem salário médio inferior (R$ 1.901) e permanecem menos tempo nos empregos (6 meses) em comparação com os não cadastrados.
- O Ministério do Trabalho rebate críticas, afirmando que os dados do Caged evidenciam o engajamento dos beneficiários na busca por trabalho formal.
- O ministro Luiz Marinho defende o Bolsa Família como um “colchão de proteção social” e não como um desestímulo ao trabalho.
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