O escritório como culto ao poder
Um artigo publicado pelo The New York Times em 22 de junho, assinado pelo psicólogo organizacional Adam Grant e pelas pesquisadoras Marissa Shandell e Courtney Elliott, trouxe uma reflexão que ultrapassa o debate sobre trabalho remoto. A tese central é provocadora: a insistência de muitos dirigentes pelo retorno integral aos escritórios pode estar menos relacionada à produtividade e mais associada à busca por poder, visibilidade e reconhecimento.
O escritório como culto ao poder A insistência pelo retorno integral aos escritórios pode estar ligada à busca por poder e visibilidade dos dirigentes, e não à produtividade, segundo Adam Grant e equipe. A experiência da pandemia revelou que muitos líderes associam autoridade à supervisão permanente e ao exibicionismo de status. Empresas que ignoram a realidade e mantêm políticas rígidas de retorno correm o risco de perder profissionais qualificados e competitividade.
- A insistência pelo retorno integral aos escritórios pode estar mais relacionada à busca por poder e visibilidade dos dirigentes do que à produtividade.
- A discussão sobre trabalho remoto expõe modelos de liderança baseados na supervisão permanente e na demonstração de autoridade.
- Pesquisas indicam que a maioria dos profissionais deseja flexibilidade e equilíbrio, não extremos de trabalho remoto ou presencial.
- O narcisismo, definido como a necessidade constante de admiração e status, é a característica mais associada à oposição ao trabalho remoto.
- Exigências de retorno integral não aumentaram resultados financeiros e estimularam a saída de profissionais qualificados, segundo estudos.
- Liderar significa criar confiança, desenvolver talentos e produzir ambientes onde os profissionais possam oferecer o melhor de si, não vigiar pessoas.
- Empresas que confundem autoridade com presença física correm o risco de defender um modelo de gestão obsoleto. https://www.brasil247.com/blog/o-escritorio-como-culto-ao-poder
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