Copasa: mais uma triste página da liquidação do patrimônio de Minas
A privatização da Copasa, sacramentada nesta última terça-feira (16) pelos vendilhões de sempre, não representa apenas a venda de uma empresa pública. Ela simboliza o desmonte de um projeto histórico de construção do Estado mineiro, concebido ao longo de décadas por sucessivas gerações de mineiros que compreenderam que o desenvolvimento não surge espontaneamente da ação do mercado, mas exige planejamento, investimento e capacidade de coordenação coletiva. O suor e o sangue de gerações indo para o ralo do esgoto neoliberal.
Copasa: mais uma triste página da liquidação do patrimônio de Minas A privatização da Copasa representa o desmonte de um projeto histórico de construção do Estado mineiro, que visava o desenvolvimento através de planejamento e investimento público, em contraposição à lógica neoliberal. A venda de empresas estratégicas como a Copasa transfere o foco do interesse público para a remuneração do capital privado, reduzindo os instrumentos públicos para planejar o futuro do estado. A decisão é criticada como um retrocesso histórico que prejudicará a população mineira.
- A privatização da Copasa simboliza o desmonte de um projeto histórico de construção do Estado de Minas Gerais.
- O desenvolvimento de Minas Gerais foi construído através de um esforço de organização estatal com empresas como Cemig, BEMGE, Copasa, entre outras.
- A tradição desenvolvimentista brasileira via setores estratégicos como energia e saneamento como fundamentais para o crescimento, não subordinados ao mercado.
- A ascensão do neoliberalismo a partir dos anos 90 impulsionou a tese do Estado Mínimo e a transferência de ativos estratégicos para a iniciativa privada.
- O governo Zema é criticado por ser um dos maiores privatizadores da história de Minas Gerais, desmontando o legado de gerações anteriores.
- Argumentos de eficiência e modernização da iniciativa privada são refutados, defendendo a melhoria da gestão pública como solução para problemas de empresas públicas.
- A privatização de empresas como a Copasa desvia o foco do interesse público para a remuneração de acionistas, comprometendo o desenvolvimento regional.
- Países desenvolvidos não abriram mão do controle sobre setores essenciais, utilizando o Estado para coordenar investimentos e proteger áreas estratégicas.
- A venda da Copasa representa uma escolha política de transferir capacidades públicas para o mercado, com o custo sendo pago pelo povo mineiro. https://www.brasil247.com/blog/copasa-mais-uma-triste-pagina-da-liquidacao-do-patrimonio-de-minas
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