Antes da próxima morte: quem tem coragem de disputar a segurança pública?
Bento, 12 anos, brincava. Mais uma vítima da bala “perdida” — “achada”. Sua existência é uma aberração político-institucional que virou banalidade no Rio. Analisei esse fenômeno em artigo publicado no Brasil 247, intitulado “Bala perdida ou bala achada no Rio de Janeiro: uma aberração político-institucional rotineira”. Uma vergonha naturalizada em um Estado que mata, deixa matar e deixa morrer. E isso porque tem sido lucrativo, financeira e eleitoralmente, promover a insegurança como política pública.
Antes da próxima morte: quem tem coragem de disputar a segurança pública? A morte de Bento, 12 anos, por uma bala perdida no Rio de Janeiro é apresentada como uma aberração político-institucional naturalizada, lucrativa eleitoral e financeiramente. O texto critica a inação e a hipocrisia de políticos que usam a segurança pública como marketing, defendendo que a questão exige enfrentar as causas da violência e não apenas lamentar as vítimas. É um chamado para que políticos assumam a pauta da segurança pública com propostas factíveis e abandonem narrativas populistas, devolvendo à sociedade o controle sobre essa área.
- A morte de Bento, 12 anos, por bala perdida é um sintoma da banalização da violência e da aberração político-institucional no Rio de Janeiro.
- A insegurança é lucrativa financeira e eleitoralmente, sendo promovida como política pública.
- Políticos são criticados por discursos oportunistas e falta de propostas concretas para a segurança pública.
- É urgente que políticos assumam a pauta da segurança pública, apresentando soluções factíveis e combatendo narrativas simplistas.
- A revolta e a indignação devem intervir no presente, exigindo ações concretas contra o medo e o risco de violência. https://www.brasil247.com/blog/antes-da-proxima-morte-quem-tem-coragem-de-disputar-a-seguranca-publica
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