CGU avalia atingir patrimônio de Daniel Vorcaro e sócios do Banco Master para cobrar multa por corrupção
Investigação da Controladoria-Geral da União mira administradores do banco liquidado para reaver danos causados por atos suspeitos de corrupção de servidores do Banco Central.
A Controladoria-Geral da União (CGU) estuda direcionar a apuração para o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro e outros sócios do Banco Master, buscando responsabilizar a instituição por atos de corrupção envolvendo servidores do Banco Central. Essa estratégia visa garantir a recuperação de valores devidos, já que o banco foi liquidado. A CGU aguarda provas do STF, mas pode avançar com evidências próprias, incluindo dados de sindicância interna do BC.
- CGU considera atingir patrimônio pessoal de sócios do Banco Master para cobrar multas por corrupção.
- Investigação foca em atos suspeitos de corrupção envolvendo servidores do Banco Central (BC).
- Estratégia visa contornar a ineficácia de multar o Banco Master após sua liquidação.
- CGU aguarda compartilhamento de provas do STF, mas pode prosseguir com dados próprios.
- Dois ex-gestores do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, são investigados por envolvimento em irregularidades ligadas ao Master.
- A CGU pretende instaurar um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) contra o Banco Master até o fim de agosto.
- A Polícia Federal também conduz inquérito para verificar se ex-dirigentes do BC receberam vantagens indevidas.
- Prazos de investigações administrativas estão sendo prorrogados para garantir o direito de defesa e a produção de provas.
- Há um debate interno na CGU sobre revisão das diretrizes de responsabilização de empresas, incluindo a desconsideração da personalidade jurídica.
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