Fim da 6x1, PEC da Segurança e terras raras: Alcolumbre deve travar pauta do Senado até as eleições
Resistência política no Senado e esvaziamento eleitoral ameaçam votação de pautas prioritárias do Planalto no segundo semestre
Projetos estratégicos do governo federal, como o fim da jornada 6x1 e a PEC da Segurança Pública, enfrentam a perspectiva de serem votados apenas após as eleições de outubro no Senado. A relação desgastada entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o esvaziamento natural do Congresso com a proximidade das urnas, contribuem para o adiamento. O Planalto cogita usar esse cenário para críticas ao Legislativo, enquanto parte da articulação política defende uma postura mais incisiva para aprovar as pautas antes das eleições, temendo desidratação ou modificações severas.
- Projetos prioritários do governo Lula, como o fim da jornada 6x1, a PEC da Segurança Pública e o projeto de minerais críticos, podem ter votação adiada no Senado até após as eleições.
- A relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está abalada após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, com o Planalto acreditando que Alcolumbre articulou o movimento.
- O esvaziamento natural do Congresso com a proximidade das eleições e o forte lobby empresarial contra a PEC 6x1 dificultam o avanço das pautas.
- O governo avalia a possibilidade de usar o adiamento das votações como narrativa eleitoral, criticando o Poder Legislativo.
- Uma ala da articulação política defende uma postura mais ostensiva para forçar o debate imediato, alertando para o risco de desidratação ou modificações severas nos textos.
- Há preocupação com a MP que extingue a ‘taxa das blusinhas’, que expira em setembro e precisa de apreciação em comissão mista ainda não instalada.
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