Couro de boi e gergelim eram matéria-prima para tinta no Egito antigo

Por trás do esplendor da arte egípcia, com as cores vivas que decoravam paredes de templos, vasos de cerâmica ou mesmo sarcófagos, havia uma estranha mistura de quitanda com açougue. Proteínas obtidas a partir do couro de animais e de sementes de cevada, gergelim e outras plantas eram essenciais para a produção das tintas que embelezavam o reino dos faraós, mostra uma pesquisa publicada na revista Science Advances no fim do mês passado.
Couro de boi e gergelim eram matéria-prima para tinta no Egito antigo

Uma pesquisa detalhada revelou que as tintas utilizadas na arte egípcia antiga utilizavam proteínas de couro animal e sementes de plantas como cevada e gergelim. Essas substâncias, obtidas através de processos como fervura, funcionavam como adesivos e fixadores, garantindo a durabilidade das cores em templos, sarcófagos e outros artefatos. A análise química identificou também o uso de moringa, possivelmente ligada a simbolismos religiosos do deus Ptah.

  • Proteínas de couro animal (principalmente bovino) e sementes de plantas como cevada e gergelim eram usadas na produção de tintas no Egito antigo.
  • Esses componentes atuavam como adesivos e fixadores, essenciais para a durabilidade das pinturas em artefatos e estruturas.
  • A pesquisa identificou a presença de proteínas de moringa, sugerindo uma conexão com o simbolismo religioso do deus Ptah.
  • A análise química das proteínas pode ajudar a datar artefatos e identificar falsificações.
  • A técnica utilizada permite identificar variações regionais na produção de tintas, auxiliando na procedência de obras.
    https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/09/couro-de-boi-e-gergelim-eram-materia-prima-para-tinta-no-egito-antigo.shtml
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