Opinião

Professora na Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP) e pesquisadora do Cepesp. Doutora em ciência política pelo IESP-UERJ
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O financiamento de campanhas eleitorais é majoritariamente público, mas doações privadas ainda são relevantes. Uma pesquisa identificou quatro tipos de doadores, destacando os pragmático-dispersos e os ideológico-concentrados. A proibição de doações empresariais em 2015 abriu espaço para superdoadores individuais, que exercem influência financeira desproporcional.

  • Fundos públicos representam a maior parte do financiamento eleitoral no Brasil (67,7% em 2018 e 81,4% em 2022).
  • A pesquisa de Rodrigo Tamussino Roll identificou quatro tipologias de doadores de campanhas eleitorais.
  • Os extremos são os doadores pragmático-dispersos e os ideológico-concentrados.
  • Até 2015, empresas representavam quase 91% dos recursos do grupo pragmático-disperso.
  • Doadores ideológico-concentrados são majoritariamente pessoas físicas, com doações de valores baixos.
  • Superdoadores individuais movimentam milhões de reais, assumindo o papel de influência que antes era das empresas.
  • O limite de doação para pessoas físicas (10% dos rendimentos brutos declarados) acentua desigualdades.
    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lara-mesquita/2026/08/o-limite-desigual-das-doacoes-eleitorais.shtml
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