Ato de ler é criativo e nenhum narrador é confiável, diz Katie Kitamura na Flip

O encontro que encerrou a programação do palco principal da Flip nesta sexta-feira (24) reuniu duas escritoras que não apresentam enredos lineares ao leitor, mas artefatos literários —um termo usado por ambas—, que precisam de leitores ativos para resolver seus quebra-cabeças.
Ato de ler é criativo e nenhum narrador é confiável, diz Katie Kitamura na Flip

Duas escritoras na Flip, Katie Kitamura e Marta Pérez-Carbonell, discutiram a criação de “artefatos literários” que exigem leitores ativos para desvendar seus significados, ressaltando a subjetividade da narração e a importância do ato de ler. Ambas exploram como as histórias são construídas e a relação intrincada entre ficção e realidade, onde a linguagem e a interpretação do leitor são centrais. Elas concordam que nenhum narrador é totalmente confiável e que a verdade, na literatura, é multifacetada e persuasiva.

  • Escritoras Katie Kitamura e Marta Pérez-Carbonell participaram de um encontro na Flip sobre “artefatos literários”.
  • Ambas defendem narrativas não lineares que exigem a participação ativa do leitor para a construção de sentido.
  • Kitamura destaca o ato criativo da leitura, onde o livro só se completa com o leitor e sua interpretação.
  • Pérez-Carbonell explora a relação entre ficção e realidade, usando a linguagem como protagonista e a ideia de “camadas de verdade”.
  • Ambas concordam que a verdade é importante, especialmente no contexto atual, e que narrativas são formas de persuasão, coerção e controle.
  • A questão de “quem está contando a história” é fundamental, pois nenhum narrador é confiável e a interpretação é sempre pessoal.
    https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/ato-de-ler-e-criativo-e-nenhum-narrador-e-confiavel-diz-katie-kitamura-na-flip.shtml
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