Opinião

Jornalista, foi editora-executiva de O Estado de S. Paulo e colaboradora do Valor Econômico. É âncora do podcast 'Mundo, Vasto Mundo', produzido pela rádio Cultura FM, sobre temas internacionais
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A França proibiu o uso de redes sociais para menores de 15 anos, juntando-se a outros países que buscam proteger crianças online. No entanto, um estudo australiano sobre uma lei semelhante revelou que a maioria dos adolescentes continua a acessar as plataformas, muitas vezes burlada por verificações de idade ineficazes. A pesquisa sugere que leis isoladas não bastam e que é necessária uma abordagem mais ampla, envolvendo educação e outras atividades para crianças e adolescentes.

  • A França proibiu redes sociais para menores de 15 anos, seguindo uma tendência global.
  • 37 países já adotaram ou planejam restrições de idade para redes sociais.
  • Um estudo australiano sobre lei similar mostrou que 85% dos menores continuam acessando redes sociais, muitas vezes com contas de terceiros ou mentindo a idade.
  • A pesquisa indica que as plataformas demonstram baixo compromisso com a segurança online e que verificações de idade são facilmente burladas.
  • A lei australiana é vista como divorciada da sua aplicação, com tecnologias e usuários driblando restrições.
  • O estudo recomenda que políticos entendam melhor o funcionamento das plataformas e que a criação de leis não seja suficiente.
  • Propõe-se um pacto coletivo envolvendo legisladores, empresas, governos e múltiplos atores na busca por modelos educacionais, incentivo a esportes e artes, e valorização de atividades fora da tela.
  • Crianças menores declararam ter descoberto o prazer de brincar novamente, longe das redes.
    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/laura-greenhalgh/2026/07/franca-proibe-redes-sociais-para-menores-de-15-anos-mas-eficacia-e-incerta.shtml
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