Crítica: Marta Pérez-Carbonell quer saber o quanto podemos conhecer alguém
Expressa juízo de valor sobre a obra cultural comentada e destaca seus elementos positivos e negativos
O romance de estreia de Marta Pérez-Carbonell, ‘Nada Mais Ilusório’, parte de uma premissa simples: uma mulher conhece dois estranhos em um trem noturno, e as conversas daquela noite mudam suas vidas. A força do livro reside na construção dos personagens através de suas próprias narrativas, levantando questões sobre como realmente conhecemos alguém e se somos definidos pelas histórias que contamos sobre nós mesmos. Apesar de algumas limitações na profundidade de certos personagens, a obra revela uma escritora consciente do poder das histórias e da linguagem.
- O livro ‘Nada Mais Ilusório’, de Marta Pérez-Carbonell, será apresentado na Festa Literária Internacional de Paraty.
- A obra explora a ideia de que o conhecimento de uma pessoa se dá pela escuta de suas narrativas.
- O romance questiona se a identidade é fixa ou construída através de relatos pessoais, influenciado pela ‘identidade narrativa’ de Paul Ricoeur.
- A prosa de Pérez-Carbonell é descrita como fluida, elegante e desprovida de exibicionismo, sustentando o interesse do leitor.
- Há influência de Javier Marías na atenção às ambiguidades da memória e ao peso das conversas.
- Uma limitação apontada é que alguns personagens permanecem presos a papéis iniciais, sem romper completamente com a imagem projetada.
- O romance é elogiado por formular uma pergunta instigante sobre o quanto realmente conhecemos alguém ou apenas a narrativa que essa pessoa escolhe compartilhar.
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/marta-perez-carbonell-quer-saber-o-quanto-podemos-conhecer-alguem.shtml
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