EUA respondem por parte significativa das importações de bens com risco de trabalho forçado

Os Estados Unidos respondem por uma parte significativa das importações globais de produtos com risco de trabalho forçado, mostra relatório publicado em 2025 pelo Centro de Análise Operacional de Segurança Interna (HSOAC, na sigla em inglês), centro de pesquisa financiado pelo governo americano.
EUA respondem por parte significativa das importações de bens com risco de trabalho forçado

Um relatório de 2025 do HSOAC revela que os Estados Unidos representam uma parcela significativa das importações globais de bens com risco de trabalho forçado, com categorias como tomates e fogos de artifício mostrando uma exposição ainda maior. Apesar de leis como a UFLPA terem mostrado alguns avanços, novas tarifas foram impostas a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, que contesta as acusações de falta de fiscalização.

  • Os EUA são responsáveis por 23% das importações globais de bens com risco de trabalho forçado em 2021.
  • Tomates (92%) e fogos de artifício (65%) são exemplos de bens com alta exposição de importação para os EUA.
  • A China lidera o volume de alertas de países de origem de mercadorias sob suspeita de trabalho forçado.
  • A Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado Uyghur (UFLPA) busca proibir a entrada de bens de Xinjiang, China.
  • Novas tarifas de 12,5% foram impostas a 60 parceiros comerciais dos EUA, incluindo o Brasil, que contesta as alegações.
  • A legislação americana de 1930 proíbe importações de bens feitos com trabalho forçado, mas sua fiscalização tem sido esporádica.
  • O Brasil contesta as alegações americanas, afirmando ser referência global no combate ao trabalho escravo.
    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/eua-respondem-por-parte-significativa-das-importacoes-de-bens-com-risco-de-trabalho-forcado.shtml
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