Justiça condena servidor do Ministério Público e mais dois em caso de vazamentos ao PCC
A juíza Raianne Galiza Marcolino dos Santos, da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes (SP), condenou no último dia 3 um servidor do Ministério Público de São Paulo e outras duas pessoas por vazarem informações sigilosas sobre operações contra o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Um oficial de Promotoria do Ministério Público de São Paulo, Felipe Coelho Lopes, foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por vazar informações sigilosas sobre operações contra o PCC. O advogado Dario Reisinger Ferreira e o empresário Thomaz Malho Franzese foram condenados a 16 anos e 9 meses cada por se beneficiarem dos vazamentos. O irmão do servidor, Gustavo Lopes, recebeu a menor pena por ter utilizado as credenciais para fins pessoais.
- Felipe Coelho Lopes, oficial de Promotoria, condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por vazar informações sigilosas.
- Advogado Dario Reisinger Ferreira e empresário Thomaz Malho Franzese condenados a 16 anos e 9 meses cada por se beneficiarem dos vazamentos.
- Gustavo Lopes, irmão do servidor, condenado a um ano e quatro meses por uso pessoal das credenciais.
- Vazamentos ocorreram em operações contra o PCC, como as Munditia (fraude a licitações) e Khalifa (agiotagem).
- Suspeitas surgiram após pedidos de advogados e fugas de alvos das operações.
- Auditoria do Tribunal de Justiça confirmou acessos de Felipe Coelho Lopes a procedimentos sigilosos.
- Investigações rastrearam IPs, levando a Thomaz Franzese e Dario Reisinger.
- Dario Reisinger oferecia serviços advocatícios em troca de informações privilegiadas.
- Felipe Coelho Lopes oferecia sua senha como um serviço profissional, com 233 IPs distintos utilizando suas credenciais.
- Sentença cita acessos a casos envolvendo Danilo Gentili, Neymar e diversos políticos.
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/07/justica-condena-servidor-do-ministerio-publico-e-mais-dois-em-caso-de-vazamentos-ao-pcc.shtml
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