Opinião

Doutorando em economia da FGV EESP, mestre em economia na FEA-USP, é diretor da LCA Consultores e pesquisador-associado do FGV Ibre
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Uma atualização do relatório Artigo IV do FMI apresenta simulações de um ajuste fiscal recomendado para o Brasil, com o objetivo de reverter o déficit primário para um superávit de 2,5% do PIB até 2031. Esse ajuste, composto por redução de despesas e receitas, seria contracionista inicialmente, mas compensado por juros mais baixos, ajudando a conter o superaquecimento econômico e a inflação. O plano visa estabilizar a dívida pública em cerca de 90% do PIB e reduzir significativamente as taxas de juros de curto e longo prazo.

  • O FMI propõe um ajuste fiscal para o Brasil, visando transformar um déficit primário de 0,5% do PIB em 2025 em um superávit de 2,5% do PIB até 2031.
  • O ajuste fiscal, com duração de cinco anos, envolverá cortes de gastos e redução de gastos tributários, além do uso de receitas petrolíferas.
  • Simulações indicam que o ajuste pode ser contracionista nos primeiros dois anos, mas evitará recessão devido à queda nos juros.
  • A medida é considerada oportuna para conter um possível superaquecimento econômico e aproximar a economia do pleno emprego.
  • O ajuste fiscal também deve reduzir a inflação e permitir a queda da taxa Selic para cerca de 7% ao ano até 2030.
  • Espera-se a redução das taxas de juros de longo prazo, diminuindo o prêmio de risco elevado dos títulos brasileiros.
  • A dívida pública, que poderia ultrapassar 100% do PIB, estabilizaria em torno de 90% e iniciaria uma trajetória de queda.
    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/braulio-borges/2026/07/ajuste-fiscal-para-viabilizar-um-equilibrio-macroeconomico-mais-saudavel.shtml
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