Nem camelos aguentam mais o calor extremo nos desertos da África: 'Ficam com bolhas nas patas e sem pelo'

Os camelos são conhecidos como os "navios do deserto", mas nem mesmo esses animais resistentes estão escapando dos efeitos das temperaturas cada vez mais altas na África.
Nem camelos aguentam mais o calor extremo nos desertos da África: 'Ficam com bolhas nas patas e sem pelo'

O calor extremo na África está impactando negativamente os camelos, causando desde ferimentos físicos e estresse térmico até o aumento da mortalidade de filhotes e adultos. As altas temperaturas, combinadas com a escassez de água e vegetação, comprometem a saúde, a produtividade e a capacidade reprodutiva desses animais, que são vitais para as comunidades pastoris da região. Especialistas alertam que a intensidade das ondas de calor ameaça a sobrevivência dos camelos, transformando-os em mais uma vítima das mudanças climáticas.

  • Camelos na África, incluindo regiões como Afar (Etiópia) e Quênia, sofrem com o calor extremo, apresentando bolhas nas patas, lacrimejamento e queda de pelo.
  • A mortalidade de filhotes de camelo aumentou devido às altas temperaturas, e criadores relatam perdas significativas.
  • O calor extremo causa estresse, exaustão, desidratação e aumento de doenças em camelos, além de afetar indiretamente a disponibilidade de água e vegetação.
  • Estudos apontam que as mudanças climáticas prejudicam a saúde, produtividade e reprodução dos camelos, com taxas de mortalidade alarmantes em países como a Somália.
  • Especialistas identificam o calor extremo como principal causa da seca na região, agravado por outros fatores como falta de serviços veterinários e manejo inadequado.
  • O estresse térmico em camelos compromete o sistema imunológico, desacelera o metabolismo, reduz o consumo de alimento e afeta a produção de leite e a reprodução.
  • Criadores em algumas regiões estão migrando permanentemente para áreas com mais água e vegetação devido à inviabilidade da criação de camelos no norte.
  • A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirma que episódios de calor extremo se tornaram frequentes no Norte da África, com tendências de aumento desde 1981.
    https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/07/nem-camelos-aguentam-mais-o-calor-extremo-nos-desertos-da-africa-ficam-com-bolhas-nas-patas-e-sem-pelo.shtml
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