Teatro acessível discute desejo a partir de vivências reais de atores PCDs
Montagem aborda afeto, desejo e sexualidade a partir das vivências de artistas com deficiência
A peça “Meu Corpo Está Aqui” estreia em São Paulo, promovendo um debate sobre a sexualidade de pessoas com deficiência ao apresentar suas vivências de forma protagonista e autônoma. Utilizando memórias reais do elenco PCD, o espetáculo adota o humor como ferramenta para desconstruir tabus e provocar o público. A iniciativa também se expande para um livro e um documentário, buscando perpetuar a discussão sobre representatividade e acessibilidade na arte.
- A peça “Meu Corpo Está Aqui” aborda o desejo, a intimidade e o afeto sob a perspectiva de pessoas com deficiência.
- Montagem premiada utiliza histórias pessoais de atrizes e atores PCDs, como Bruno Ramos (surdo), Juliana Caldas (nanismo), Pedro Fernandes (paralisia cerebral) e Sara Bentes (deficiência visual).
- O espetáculo rompe barreiras ao focar no protagonismo, autonomia e expressão plena das vivências dos artistas, fugindo do estigma da limitação.
- A dramaturgia, assinada por Julia Spadaccini, parte da falta de representatividade desses corpos na arte e da marginalização social que enfrentam.
- A peça utiliza o humor para desconstruir tabus e aproximar o público, evitando discursos ‘trágicos’ ou de superação.
- O projeto transcende o teatro com o lançamento de um livro e a exibição de um documentário para perpetuar a mensagem sobre acessibilidade e diversidade.
- As diretoras Julia Spadaccini e Clara Kutner destacam a persistência do capacitismo no mercado cultural e a necessidade de mais espaço para artistas PCDs.
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/teatro-acessivel-discute-desejo-a-partir-de-vivencias-reais-de-atores-pcds.shtml
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