Opinião
Historiador, deputado na Assembleia da República de Portugal e ex-deputado no Parlamento Europeu; autor de 'Agora, Agora e Mais Agora'
Opinião O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, anuncia publicamente o seu apoio à seleção de Cabo Verde, explicando as complexas ligações históricas entre os países e a gratidão timorense pelos apoios recebidos. A seleção cabo-verdiana, conhecida como ‘tubarões azuis’, celebra a sua estreia na Copa, demonstrando um feito notável para o arquipélago. A participação na Copa reforça laços históricos de emigração, com a seleção a jogar “em casa” para muitos cabo-verdianos na diáspora.
- José Ramos-Horta, presidente de Timor-Leste, declara apoio à seleção cabo-verdiana, mesmo sabendo que isso pode custar-lhe eleições.
- Timorenses são tradicionalmente adeptos fanáticos da seleção portuguesa, com grande euforia e desfiles nas ruas.
- A ligação entre Timor e Portugal é um legado complexo do colonialismo, marcado por repressão e abandono, seguido pela invasão indonésia e genocídio.
- A bandeira portuguesa foi usada para mobilizar a população contra a ocupação, mas no futebol a influência portuguesa ainda é dominante.
- Ramos-Horta expressa o desejo de ter uma bandeira de Cabo Verde no seu carro, demonstrando o seu apoio.
- A escolha de Cabo Verde como apoio de Ramos-Horta remonta aos apoios recebidos de países pequenos durante a luta pela independência de Timor, e uma possível ligação familiar.
- A seleção de Cabo Verde, ‘tubarões azuis’, com meio milhão de habitantes, fez uma estreia notável na Copa, galvanizando o país.
- Os ‘tubarões azuis’ bateram Camarões e classificaram-se em primeiro lugar no seu grupo africano.
- A presença na Copa reata laços com a história da emigração cabo-verdiana, especialmente para os Estados Unidos.
- Ramos-Horta apoiará também Portugal e Brasil, mas acredita que Cabo Verde já “ganhou” esta Copa. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/rui-tavares/2026/06/cabo-verde-ja-ganhou-a-copa-do-mundo.shtml
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