Opinião

Diretora do FGV-Ceri (Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV), foi diretora da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e professora visitante na Harvard Kennedy School
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Opinião O Brasil desperdiça anualmente cerca de 40 TWh de energia elétrica em furtos e fraudes, totalizando um prejuízo estimado em R$ 10,3 bilhões em 2024, sendo R$ 7,1 bilhões repassados aos consumidores. A renovação das concessões de distribuição de energia é vista como uma oportunidade para abordar as perdas não técnicas, que são significativamente maiores no Brasil (14%) do que em países da OCDE (6%). A adoção de políticas públicas mais precisas, que diferenciem as causas das perdas, é essencial para a modernização do setor elétrico e para atender à crescente demanda por energia.

  • O Brasil perde aproximadamente 40 TWh de energia elétrica anualmente devido a furtos e fraudes.
  • As perdas não técnicas totalizaram um prejuízo de R$ 10,3 bilhões em 2024, com R$ 7,1 bilhões sendo repassados aos consumidores nas tarifas.
  • O índice de perdas totais no Brasil (14%) é o dobro da média de países da OCDE (6%).
  • Duas distribuidoras, Light e Amazonas Energia, concentram mais de um terço das perdas não técnicas do país.
  • A renovação das concessões de distribuição de energia é uma oportunidade para implementar reformas institucionais e enfrentar as perdas.
  • A classificação das Áreas com Severa Restrição Operativa (ASROs) precisa ser mais precisa, utilizando dados como os do Censo 2022, para diferenciar problemas como vulnerabilidade social e controle do crime organizado.
  • A redução das perdas não técnicas é vista como uma estratégia de modernização e uma forma de preparar o sistema elétrico para a nova demanda de data centers, eletrificação e transição energética. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joisa-dutra/2026/06/o-futuro-da-distribuicao-comeca-pelo-fim-das-perdas-de-eletricidade.shtml
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