Monges de Pinheirinho: como movimento messiânico no Rio Grande do Sul acabou em massacre esquecido

Dono de um hotel na vila de Encantado (RS), em maio de 1902 João Ferri se recuperava de ferimentos sofridos em um ataque que lhe custara um naco da orelha direita e cortes pelo corpo. Ele havia perdido dois amigos e outros três estavam feridos, um deles gravemente.
Monges de Pinheirinho: como movimento messiânico no Rio Grande do Sul acabou em massacre esquecido

Monges de Pinheirinho: como movimento messiânico no Rio Grande do Sul acabou em massacre esquecido A Guerra de Pinheirinho, em 1902 no Rio Grande do Sul, resultou em um massacre de pelo menos 28 pessoas, alimentado por medo, preconceito religioso e reação policial. O conflito teve início com a presença de um grupo de desvalidos liderado pelo curandeiro João Francisco Maria de Jesus, que pregava uma guerra santa. A violenta represália policial após um confronto inicial deixou um rastro de mortos e sobreviventes que se dispersaram, caindo o episódio no esquecimento.

  • O massacre de Pinheirinho em 1902 vitimou pelo menos 28 pessoas no Vale do Alto Taquari, RS.
  • O movimento era liderado pelo curandeiro João Francisco Maria de Jesus, que pregava uma guerra santa e profetizava um futuro melhor.
  • A reação policial, motivada por medo e preconceito religioso, culminou em um confronto violento conhecido como Guerra de Pinheirinho.
  • O episódio, embora com descendentes ainda vivos na região, foi amplamente esquecido, sendo lembrado principalmente em trabalhos historiográficos.
  • A Lei de Terras de 1850 e a falta de acesso à terra contribuíram para a marginalização das populações que formaram o grupo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/monges-de-pinheirinho-como-movimento-messianico-no-rio-grande-do-sul-acabou-em-massacre-esquecido.shtml
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