CGU pode mirar patrimônio de Vorcaro para responsabilizar Master por corrupção de servidores
A CGU (Controladoria-Geral da União) deve mirar o patrimônio de Daniel Vorcaro e de outros sócios do Banco Master em nova frente da investigação que apura a responsabilidade da instituição financeira nos atos suspeitos de corrupção de servidores do Banco Central, segundo técnicos ouvidos pela Folha.
A CGU planeja investigar o patrimônio de Daniel Vorcaro e outros sócios do Banco Master como parte da investigação sobre a responsabilidade da instituição na corrupção de servidores do Banco Central. A estratégia visa garantir a recuperação de possíveis multas, já que o banco foi liquidado. O órgão aguarda provas do STF, mas pode avançar com evidências próprias para abrir um Processo Administrativo de Responsabilização.
- CGU considera mirar o patrimônio de sócios do Banco Master, como Daniel Vorcaro, para responsabilizar a instituição por corrupção de servidores do BC.
- A medida visa garantir a recuperação de valores caso o Banco Master seja condenado, especialmente após a sua liquidação.
- O valor de eventual multa pode chegar a 20% do faturamento bruto anual da empresa ou R$ 60 milhões.
- A CGU aguarda provas do STF, mas pode iniciar um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) com base em outras evidências já reunidas.
- A investigação também apura a conduta de ex-gestores do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, em Processos Administrativos Disciplinares (PAD) e pela Polícia Federal.
- A CGU discute internamente uma mudança na forma de responsabilização de empresas, incluindo a possibilidade de alcançar o patrimônio dos administradores em casos de irregularidades comandadas por eles.
- A prorrogação dos prazos de investigação nos PADs é vista como necessária para garantir o direito de defesa dos servidores.
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/cgu-pode-mirar-patrimonio-de-vorcaro-para-responsabilizar-master-por-corrupcao-de-servidores.shtml
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