Estudantes de medicina brasileiros são cooptados pelo crime para contrabandear canetas paraguaias

A cooptação de estudantes brasileiros que se deslocam diariamente para o Paraguai para cursar medicina nas universidades da região de Ciudad del Este, polo educacional que atrai jovens de todo o Brasil, tem chamado a atenção da fiscalização aduaneira em Foz do Iguaçu (PR).
Estudantes de medicina brasileiros são cooptados pelo crime para contrabandear canetas paraguaias

Estudantes de medicina brasileiros são cooptados pelo crime para contrabandear canetas paraguaias Estudantes de medicina brasileiros que cursam faculdade no Paraguai estão sendo aliciados pelo crime para contrabandear canetas emagrecedoras paraguaias, especialmente a tirzepatida, para o Brasil. A Receita Federal em Foz do Iguaçu registrou um aumento de mais de 800% nas apreensões deste ano em comparação com o ano passado. O baixo custo dos cursos de medicina no Paraguai atrai milhares de brasileiros, e alguns acabam envolvidos nessa atividade ilegal, que movimenta valores significativos e apresenta riscos à saúde devido à falta de regulamentação e controle de qualidade.

  • Estudantes brasileiros de medicina no Paraguai estão sendo usados por criminosos para contrabandear canetas emagrecedoras para o Brasil.
  • A Receita Federal em Foz do Iguaçu registrou um aumento de 860,8% nas apreensões de tirzepatida paraguaia em 2024 comparado a 2023.
  • Estudar medicina no Paraguai é significativamente mais barato do que no Brasil, com mensalidades em torno de R$ 2.000.
  • Estima-se que 75% dos estudantes de medicina no Paraguai sejam brasileiros.
  • Os medicamentos contrabandados, como o Mounjaro (tirzepatida), chegam a custar menos de R$ 430 no Paraguai e são vendidos por até R$ 3.499 no Brasil.
  • A falta de informação e a busca por renda extra levam estudantes a se envolverem no contrabando.
  • A fabricante Eli Lilly alerta que produtos fora dos canais autorizados não garantem segurança e eficácia, representando risco à saúde.
  • O principal destino das canetas contrabandeadas é São Paulo, seguido por Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Casos semelhantes de estudantes detidos com medicamentos também ocorreram em Mato Grosso do Sul e Paraná. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/estudantes-de-medicina-brasileiros-sao-cooptados-pelo-crime-para-contrabandear-canetas-paraguaias.shtml
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