Opinião
Administrador de empresas pela FGV, doutor em urbanismo pela FAU-USP e autor do livro 'Espaço Público e Urbanidade em São Paulo'
A tese de doutorado da UFF sobre mobilidade na região metropolitana do Rio de Janeiro destaca as dificuldades enfrentadas pelas mulheres, especialmente as de classes mais baixas, devido a um planejamento urbano desigual e à sobrecarga com tarefas domésticas. Elas lidam com transporte público precário, longos e flexíveis trajetos, e o medo constante de assédio e violência, o que exige novas abordagens nas políticas públicas de mobilidade.
- A mobilidade urbana no Rio de Janeiro é mais difícil para mulheres, especialmente as de periferias.
- A pesquisa da UFF ‘A (i)mobilidade das mulheres no cotidiano urbano’ analisa as desigualdades.
- Mulheres enfrentam transporte lotado, caro e irregular, além de trajetos mais complexos devido a tarefas domésticas.
- O medo de assalto, atrasos e violência sexual são parte do cotidiano feminino no transporte público.
- Soluções como vagões exclusivos para mulheres foram implementadas, mas não abordam as causas raízes.
- A desigualdade urbana do Rio é histórica e afeta a mobilidade, exigindo políticas com perspectiva feminina.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mauro-calliari/2026/07/a-dificil-vida-das-mulheres-no-transporte-publico.shtml
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