Juliana de Albuquerque: Livro de Stefan Zweig nos lembra o valor dos livreiros num mundo tão uniforme
Escritora, doutora em filosofia e literatura alemã pela University College Cork e mestre em filosofia pela Universidade de Tel Aviv
A novela “Mendel, o Livreiro”, de Stefan Zweig, retrata Jacob Mendel, um homem com conhecimento bibliográfico extraordinário que se torna uma instituição em Viena. A Primeira Guerra Mundial causa sua ruína, simbolizando o declínio de um mundo que valorizava o singular. Uma reportagem sobre Mendel Uminer, um colecionador de livros de Nova York, apresenta semelhanças com o personagem, mas destaca a proteção legal que o homem moderno possui.
- A novela “Mendel, o Livreiro” (1929) de Stefan Zweig é sobre Jacob Mendel, um obcecado por livros em Viena.
- Mendel, um imigrante judeu da Europa Oriental, trabalhava em um café, respondendo a consultas bibliográficas.
- Sua reputação era tão grande que ele era mais confiável que bibliotecários e o dono do café o tolerava.
- A Primeira Guerra Mundial marcou o declínio de Mendel; ele foi preso por espionagem e, após a libertação, perdeu sua memória e caiu no esquecimento.
- A história de Mendel simboliza o declínio de um mundo que reservava espaço para figuras excêntricas, contrastando com a uniformidade crescente.
- Mendel Uminer, um colecionador de livros em Nova York, compartilha semelhanças com o personagem de Zweig, incluindo a paixão por livros e problemas decorrentes dela.
- Uminer enfrentou um despejo devido ao excesso de livros, mas pôde recorrer à justiça, algo que Mendel não pôde fazer.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2026/07/livro-de-stefan-zweig-nos-lembra-o-valor-dos-livreiros-num-mundo-tao-uniforme.shtml
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