Crítica: 'Futuro Futuro' faz reflexão política com a estética do 'pós-tudo'
O filme ‘Futuro Futuro’ de Davi Pretto apresenta um mundo distópico onde a desigualdade social é exacerbada, com ricos isolados em bairros-fortaleza e a maioria da população vivendo em subempregos. Ambientado em Porto Alegre após uma enchente histórica, o longa, rodado como ficção científica e com elementos de horror psicológico, faz um comentário político sobre o abandono de políticas sociais e o aquecimento global. Apesar de suas referências a mestres como George Romero, o filme é visto como um ‘Romero light’, com uma mensagem clara sobre exploradores e explorados, mas que não se aprofunda definitivamente em um gênero específico, refletindo a era do ‘pós-tudo’ e do hibridismo.
- O filme ‘Futuro Futuro’, de Davi Pretto, aborda um mundo distópico marcado pela profunda desigualdade social e divisão de classes.
- Rodado em Porto Alegre, a obra utiliza a cidade como cenário para uma ficção científica que reflete as consequências do aquecimento global e da falta de políticas sociais.
- O protagonista, K., um homem amnésico, sonha com um mundo melhor, contrastando com a realidade sombria que o cerca.
- O filme faz referências a obras como ‘O Processo’ de Kafka e filmes pós-apocalípticos, com especial comparação ao trabalho de George Romero, especialmente ‘Terra dos Mortos’.
- A obra é descrita como política, reagindo ao descaso social, mas considerada um ‘Romero light’ por alguns críticos, que apontam uma limitação conceitual na exploração de gêneros e na profundidade da mensagem.
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/futuro-futuro-faz-reflexao-politica-com-a-estetica-do-pos-tudo.shtml
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