Estudo premiado avalia eficiência dos sistemas de saúde de 23 países da América Latina e Caribe
Professor do Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Uma análise comparativa da eficiência dos sistemas de saúde de 23 países latino-americanos revelou que 13 foram classificados como eficientes, com dez mantendo esse desempenho ao longo de uma década. O Brasil foi consistentemente considerado ineficiente, não por falta de investimento, mas pela dificuldade em otimizar o uso dos recursos disponíveis, uma questão complexa ligada à organização e gestão. O estudo, premiado internacionalmente, utilizou uma metodologia híbrida para avaliar a eficiência, considerando gastos com saúde, leitos, médicos, enfermeiros, expectativa de vida e mortalidade infantil.
- 13 dos 23 países latino-americanos analisados foram classificados como eficientes em seus sistemas de saúde.
- Dez países mantiveram seu desempenho eficiente durante os dez anos da análise.
- Belize, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Guatemala, Honduras, Jamaica, México e Peru estão entre os eficientes.
- Barbados, Nicarágua, Uruguai e Brasil foram classificados como ineficientes ao longo do período.
- A ineficiência do Brasil não se deve à falta de investimento, mas à gestão e organização dos recursos disponíveis.
- A pesquisa premiada utilizou uma metodologia híbrida (análise envoltória de dados e regressão tobit) com dados de 2017 do Banco Mundial.
- Investir mais em saúde não garante melhores resultados; a eficiência na utilização dos recursos é crucial.
- Quatro países melhoraram sua eficiência, seis pioraram e 13 permaneceram sem alterações em dez anos.
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/07/estudo-premiado-avalia-eficiencia-dos-sistemas-de-saude-de-23-paises-da-america-latina-e-caribe.shtml
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