FMI diz que impacto de tarifas dos EUA para Brasil deve ser modesto
O FMI destacou a notável resiliência da economia brasileira frente a choques externos, avaliando como modesto o impacto das tarifas impostas pelos EUA devido à diversificação de mercados. Contudo, o fundo ressalta a necessidade de um ajuste fiscal mais ambicioso para a dívida pública e projeta inflação acima da meta até 2028.
As exportações brasileiras, apesar de inicialmente afetadas pelas tarifas americanas, mostraram recuperação e o país ampliou vendas para outros mercados. O FMI prevê crescimento para 2026 impulsionado por termos de troca favoráveis, mas alerta que a política monetária restritiva pode desacelerar a economia em 2027.
Recomendações incluem o uso de receitas extraordinárias para reforçar as contas públicas, redução de rigidezes orçamentárias e fortalecimento do arcabouço fiscal, preservando programas sociais. O FMI também elogiou reformas estruturais como a tributária e incentivou o aumento da participação feminina no mercado de trabalho e investimentos em IA.
- Economia brasileira demonstra notável resiliência a choques externos.
- Impacto macroeconômico de novas tarifas dos EUA tende a ser modesto.
- Necessidade de ajuste fiscal mais ambicioso para trajetória de queda da dívida pública.
- Projeção de inflação de 5,6% ao fim de 2026, acima da meta de 3%.
- Exportações brasileiras se recuperaram após tarifas e diversificaram mercados.
- Crescimento de 2,4% previsto para 2026, impulsionado por termos de troca favoráveis.
- Política monetária deve permanecer dependente de dados e flexível.
- Recomendações de reforçar contas públicas com receitas extraordinárias e reduzir rigidezes orçamentárias.
- Sistema financeiro brasileiro permanece sólido, com necessidade de reforçar supervisão.
- Elogios à reforma tributária e incentivo a reformas estruturais e ambientais.
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/fmi-diz-que-impacto-de-tarifas-dos-eua-para-brasil-deve-ser-modesto.shtml
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