Estelle-Sarah Bulle lembra, na Feira do Livro, todo o racismo que molda sua obra
A escritora Estelle-Sarah Bulle diz estar acostumada com episódios de racismo, tanto que eles se tornaram a espinha dorsal de sua literatura. Sua cor de pele, negra, explica isso.
Estelle-Sarah Bulle lembra, na Feira do Livro, todo o racismo que molda sua obra Escritoras Estelle-Sarah Bulle e Bianca Santana discutiram como o racismo molda suas obras literárias e a importância de narrativas negras autênticas. Paralelamente, Chico Mattoso e Maria Brant abordaram a necessidade de revisitar o período da ditadura militar no Brasil através da literatura infantil, destacando a atualidade do tema. Ambos os debates ressaltaram a importância de registrar a história e dar voz a experiências marginalizadas.
- Estelle-Sarah Bulle usa suas experiências com racismo, decorrentes de sua cor de pele negra, como base para sua literatura.
- Bulle relatou episódios de racismo vividos no Brasil, Guadalupe e Cuba, onde foi confundida com funcionária ou prostituta.
- Bianca Santana compartilhou vivências semelhantes, como ser direcionada ao refeitório de empregados após o lançamento de seu livro ‘Quando Me Descobri Negra’.
- Ambas as escritoras ressaltaram a importância de narrativas que reflitam a experiência negra e a ausência dessas vozes na literatura tradicionalmente branca.
- Chico Mattoso e Maria Brant apresentaram livros infantis que abordam a ditadura militar brasileira, argumentando sobre a fundamentalidade de discutir o tema.
- Mattoso relacionou a proliferação de títulos sobre a ditadura à ‘erupção desses zumbis em 2018’, aludindo à eleição de Jair Bolsonaro.
- Brant destacou a necessidade de escrever sobre o período para que a história não se apague, especialmente em um ano eleitoral como 2026. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/estelle-sarah-bulle-lembra-na-feira-do-livro-todo-o-racismo-que-molda-sua-obra.shtml
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