Tarifas adicionais de 25% dos EUA começam hoje - qual o desafio?
Tarifas dos EUA expõem relação comercial que beneficia os dois países
Novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras entram em vigor, afetando setores dependentes do mercado americano. Embora o Brasil tenha reduzido sua dependência dos EUA em favor da China, especialistas alertam que vender mais para outros mercados não substitui automaticamente as perdas e que a diversificação exige tempo e enfrentamento de desafios internos de competitividade. O principal obstáculo é o ‘Custo Brasil’, que dificulta a exportação de produtos industrializados de maior valor agregado.
- Tarifas adicionais de 25% dos EUA sobre exportações brasileiras entram em vigor, com impacto concentrado em setores dependentes do mercado americano.
- A participação dos EUA nas exportações brasileiras caiu de 19% em 2005 para 9,4% no primeiro semestre de 2026, enquanto a China se consolidou como principal parceiro.
- Especialistas afirmam que a diversificação de mercados não compensa automaticamente as perdas e que a substituição de produtos industrializados é mais complexa que a de commodities.
- O ‘Custo Brasil’ (custos tributários, burocracia, infraestrutura e insegurança jurídica) é apontado como o principal obstáculo para a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.
- A abertura de novos mercados pode levar de 12 a 36 meses e exige negociações sanitárias, homologações técnicas e adaptação logística.
- Empresas brasileiras enfrentam dificuldades em produtos de maior valor agregado devido ao Custo Brasil, estimado em R$ 1,7 trilhão por ano.
- A diversificação é vista como uma agenda necessária, mas que exige a busca por parceiros estratégicos e a exportação de maior qualidade.
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/23/tarifaco-de-trump-pressiona-setores-mas-brasil-chega-menos-dependente-dos-eua-dizem-especialistas.ghtml
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