Trump não quer negociação, e tarifaço veio para ficar, diz pesquisadora

A decisão da Suprema Corte americana, de limitar o uso, pelo governo Donald Trump, da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) como base jurídica do tarifaço que vem sendo montado desde o início do segundo mandato do republicano na Casa Branca, em janeiro de 2025, tirou um “coringão” das mãos do mandatário.
Trump não quer negociação, e tarifaço veio para ficar, diz pesquisadora

O governo Trump continua sua estratégia de impor tarifas, utilizando seções da Lei de Comércio de 1974 após a Suprema Corte limitar o uso da IEEPA. O Brasil é um dos países mais afetados, com uma tarifa de 12,5%, enquanto os EUA buscam transformar sua economia de consumidora para produtora. A pesquisadora Bruna Santos acredita que essa política tarifária é permanente e reflete uma nova filosofia econômica americana, com implicações significativas para o comércio global e a confiança nas relações internacionais.

  • Trump usa a Lei de Comércio de 1974 para impor tarifas, após limitação da IEEPA pela Suprema Corte.
  • O Brasil é o segundo país mais afetado, com tarifa de 12,5%, com o objetivo de forçar negociações comerciais.
  • A estratégia reflete uma filosofia econômica para tornar os EUA um país produtor, abandonando premissas liberais.
  • Ferramentas como a seção 301 da Lei de Comércio são usadas para alavancar negociações, não apenas aplicar tarifas.
  • A confiança nos EUA como parceiro comercial está diminuindo globalmente, com a China ganhando espaço.
  • A política tarifária é vista como permanente, com base técnica e econômica, visando a autossuficiência produtiva americana.
    https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/24/trump-nao-quer-negociacao-e-tarifaco-veio-para-ficar-diz-pesquisadora.ghtml
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