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O Golpe da Maioridade: como D. Pedro II inaugurou uma era de estabilidade e ajudou a construir o Brasil moderno

Em 23 de julho de 1840, aos apenas 14 anos de idade, D. Pedro II foi declarado maior pela Assembleia Geral do Império, encerrando o turbulento Período Regencial e dando início ao Segundo Reinado. A antecipação da maioridade, conhecida como Golpe da Maioridade, foi um marco crucial que visou restaurar a estabilidade política e a unidade territorial do Brasil, abaladas por revoltas regionais e disputas entre liberais e conservadores. O Segundo Reinado, liderado pelo jovem imperador, foi caracterizado pela reorganização das instituições, com destaque para o Poder Moderador, que contribuiu para a continuidade administrativa e a redução de crises institucionais. D. Pedro II demonstrou um profundo apreço pelo conhecimento, sendo um intelectual que falava diversos idiomas e se correspondia com grandes pensadores da época. Seu reinado também foi marcado pelo patrocínio da ciência, pela expansão do ensino público e pela valorização da cultura nacional, com o florescimento de grandes nomes da literatura e das artes. Economicamente, o período viu um ciclo de expansão, impulsionado pela produção de café e pela modernização da infraestrutura. No entanto, a escravidão permaneceu como a grande contradição do Império, apesar do gradual fortalecimento do movimento abolicionista que culminou na Lei Áurea em 1888. A Guerra do Paraguai foi o maior desafio militar, consolidando a posição internacional do Brasil, mas alterando o equilíbrio político interno. Paradoxalmente, o prestígio de D. Pedro II não foi suficiente para sustentar a monarquia, que caiu em 1889 com a proclamação da República. Seu legado, contudo, é de extraordinária influência na formação do país, com avanços na unidade territorial, estabilidade institucional, ciência e cultura, antecipando debates contemporâneos sobre educação, inovação e desenvolvimento.

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‘Protecionismo não tem futuro’, diz diretora da alfândega chinesa ao detalhar metas até 2030

A Alfândega chinesa detalhou nesta quarta-feira (22) as metas do 15º Plano Quinquenal para o comércio exterior, com base em um primeiro semestre de expansão. Segundo dados divulgados pelo órgão em 14 de julho, as exportações de circuitos integrados (chips) cresceram 88,7%, as de veículos elétricos, 68,7%, e as de produtos de alta tecnologia subiram 39%. O comércio exterior total avançou 16,9% no período, com alta tanto em importações (22,1%) quanto em exportações (13,4%).

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