De Zucman a CR7

De Zucman a CR7

O Governo francês de Sébastien Lecornu aceitou esta segunda-feira, no debate orçamental, ir além do que pretendia num imposto excecional para grandes empresas, sob pressão dos socialistas, que continuam a ameaçar com uma moção de censura.

Além disso, os socialistas querem um outro novo imposto:

Este é o assunto que está a inflamar a classe política francesa. O seu nome: imposto Zucman. A proposta consiste em criar um novo imposto para os patrimónios muito elevados. O princípio é simples: fazer com que os “ultra-ricos”, que estão sujeitos ao imposto sobre o rendimento como todos os contribuintes, paguem anualmente 2% do valor total do seu património. Este imposto aplicar-se-ia às pessoas cujo património ultrapassasse os 100 milhões de euros, o que representaria 1800 pessoas em França.

Parece que querem repetir erros do passado, na época correu mal, mas a esquerda quer voltar a cometer o mesmo erro.

A esquerda pode usar todos os malabarismos possíveis, mas o resultado final é sempre o mesmo, vai provocar e estimular uma fuga de capitais e é um desincentivo ao empreendedorismo. Os milionários vão fugir para outros países, neste momento o destino preferido é Itália.

Desde 2017, Itália tem vindo a aplicar um regime fiscal especial conhecido como a “regra CR7” (um acrónimo cunhado pelo futebolista Cristiano Ronaldo), que permite aos residentes não domiciliados pagar um imposto fixo de 200 000 euros por ano sobre os rendimentos gerados no estrangeiro, durante um período de 15 anos. Este regime, concebido para atrair os super-ricos como Cristiano Ronaldo, torna o custo fiscal italiano mais barato do que o do Mónaco, apesar de, neste último, os impostos serem nulos.

Os países estão cada vez mais endividamento, como não tem coragem de fazer austeridade, só resta aumentar os impostos. Só que chega um momento que esses impostos são insuportáveis para as populações. Especificamente a esquerda só mais impostos, começando sempre nos mais ricos, mas como nunca é suficiente, vai baixando progressivamente nas classe sociais. Resultando no estrangulamento completo da sociedade. Como os impostos são muito altos, leva a fuga de capitais para outros países, isso leva os governos a colocar mais controle de capitais, a criação de mais um imposto, os exit tax.

Países que têm uma tributação mais elevada em todo o continente buscam desacelerar a saída de residentes de alto patrimônio ao aplicar uma taxa sobre o valor de seus ativos quando partem. Isso é conhecido como “impostos de saída”: a ideia é fazê-los pensar duas vezes antes de se mudar — ou exigir que paguem sua parte de impostos se o fizerem.

Estes impostos de saída, afetam normalmente os mais ricos, porque são aqueles que têm maiores patrimônios. Mas carga fiscal está a ficar tão elevada, mesmo em classes baixas, surgiu um novo fenómeno, a fuga de pessoas de classe baixas, sobretudo pensionistas.

Portugal, nos últimos anos, tornou-se mum destino apetecível para aposentados, sobretudo da Inglaterra, Suíça, França e países nórdicos. Em Portugal existe um benefício fiscal para aposentados estrangeiros, o imposto é menor do que no seu país de origem, além disso beneficiam de custo de vida mais baixo, em comparação com o seu país. Assim um aposentado francês, com um rendimento baixo passaria algumas dificuldades em França, mas ao mudar-se para Portugal, com o mesmo dinheiro, tem uma qualidade de vida muito superior. Em França era classe baixa, em Portugal é classe média, media-alta.

Isto para o governo francês e restantes, esta-se a tornar um problema, são capitais que saem todos os meses do país, isso descapitaliza a economia. Um pensionista francês que viva em França, recebe o dinheiro do estado, mas esse volta a inserido na economia francesa através do consumo e respectivos impostos. Enquanto o aponsentado emigrado, esse capital sai 100% da França e entra na economia portuguesa, utilizando este exemplo.

Agora fica a pergunta, quanto tempo demorará até a esquerda criar um novo imposto para estes aposentado emigrados? A CBDC será o melhor mecanismo para resolver este “problema”, com dinheiro programável basta colocar condições no dinheiro. Por exemplo, 80% das pensões do estado são para gastos exclusivos em comércio em território francês.

Será que vão ter coragem de fazer isto? Eu acho que é apenas uma questão de tempo, as dívidas soberanas estão incontroláveis e impagáveis, somando uma forte desvalorização da moeda, o aumento de impostos será contínuo, tudo isto resulta numa enorme perda de poder de compra. As pessoas vão tentar fugir, obrigando os governos a aplicar mais controle de capitais para evitar a fuga de capitais.

Fontes:

https://eco.sapo.pt/2025/10/27/governo-frances-aceita-imposto-excecional-para-grandes-empresas-sob-pressao-socialista/

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/09/26/tributar-os-mais-ricos-e-a-solucao-fiscal-para-a-europa

https://pt.euronews.com/business/2025/07/03/italia-atrai-cada-vez-mais-milionarios-gracas-aos-baixos-impostos-e-a-qualidade-de-vida

https://www.bloomberglinea.com.br/2025/07/05/na-europa-governos-endurecem-imposto-de-saida-diante-de-fuga-de-milionarios/


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