A esquerda a ser esquerdista

A esquerda a ser esquerdista

«Uso descontrolado de smartphones e redes sociais transforma ansiedade de jovens em epidemia. Esta é reflexo das transformações profundas que as novas tecnologias trazem para a sociedade. Embora as novas ferramentas de comunicação tenham potencial de conectar e informar também podem alienar e causar problemas de saúde. É preciso encontrar um equilíbrio que permita aproveitar os benefícios da tecnologia.»

Esta é a nova tendência da esquerda, descartar-se por completo da culpa do problema da saúde mental do mais jovens, culpando exclusivamente as redes sociais. As políticas de esquerda que em vez de educar, prefiro doutrinar as crianças, através de uma ruptura completa com a educação e os valores do passado. Um corte com os valores de família e de crença.

Isso provocou um vazio nas crianças, cresceram num mundo do arco-íris, sem qualquer noção da realidade, sem estarem preparados para o mundo real. O deixar de ver o mal, não significa que mal deixe de existir, pelo contrário. É similar ao esconder a sujidade para debaixo do tapete. A melhor maneira de educar um jovem contra a droga, é mostrar-lhe a realidade, as consequências do seu consumo, como destrói a vida de quem consome e da sua família ao seu redor. Enconder que existem drogas, é o caminho mais rápido para os jovens experimentarem.

Foi uma geração que cresceu sem ouvir um não, que viveram sempre dentro de uma redoma, agora estão na adolescência, estão a ter um choque com a realidade, não estavam preparados mentalmente, por isso estamos perante uma epidemia de saúde mental. Os esquerdistas gostam de criticar a educação do passado, acusando de ser retrógrada, mas no passado não havia estes problemas, é algo recente.

A esquerda em vez de recolher os seus erros, prefere empurrar as culpas para as redes sociais. É claro que as redes sociais contribuírem para o problema, mas o principal problema, é que os jovens não estão preparados para o mundo real, por mais que fantasiarmos, o mundo real é duro e as crianças têm que estar preparadas para isso. Não podemos ter uma educação, onde se nega e esconde que o mundo é duro.

É claro que as crianças muito pequenas não devem ter acesso a redes sociais, talvez entre os 10 e 12 anos, a partir daí, é saudável começar a ter as primeiras responsabilidades e ter noção do mundo real, que existem coisas boas e más na sociedade, para conseguirem distinguir.

Agora a esquerda, quer a proibição das redes sociais, olham para isto como uma bala de prata. Alguns ingenuamente acreditam que isto irá resolver o problema, mas outros, olham para isto como uma oportunidade certa, um bode expiatório para implementar mais controle estatal. A única maneira para garantir as restrições de idades é com implementações de através de DigitalID.

O pior é que estas leis terão uma eficácia similar, às leis que proíbem os menores de consumirem álcool ou de tabaco, são apenas leis no papel, os jovens continuam a ter acesso a esses produtos sem qualquer problemas, as leis são facilmente contornadas. Temos que ser honestos, objectivo principal desta lei não é proteger os jovens, mas sim obrigar todos os adultos a fazerem o seu ID nas redes sociais, para limitar a liberdade de expressão.

O problema das redes sociais não um caso de falta de “ID”, mas sim dos algoritmos que manipulam os conteúdos, criam um efeito echo chamber, permitindo a doutrinação e manipulação do pensamento humano. Se querem criar leis para as redes sociais, proíbam a possibilidade de sugerir post, onde as pessoas só teriam acesso aos conteúdos de todas as pessoas que seguem, todos os posts e sem filtros. Mas a esquerda não quer nada disto, pelo contrário, eles querem este algoritmo para fazer censura, para doutrinar as pessoas. A presidência Biden usou e abusou dos algoritmos para fazer censura, para manipular a opinião pública. A UE não fica atrás, faz o mesmo, sem qualquer pudor.

Em suma, a esquerda quer apagar o incêndio com gasolina.

https://www.esquerda.net/artigo/uso-descontrolado-de-smartphones-e-redes-sociais-transforma-ansiedade-de-jovens-em-epidemia


No comments yet.