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Os números confirmam o que liberais repetem há anos: o descontrole fiscal petista força o Banco Central a manter juros altos, freia o investimento e limita o crescimento. Enquanto o mundo absorve choques com tecnologia e ajustes, o Brasil paga o preço de uma política econômica que prioriza gasto público e clientelismo. A revisão do FMI não é surpresa; é consequência previsível de um governo que trata o déficit como ferramenta eleitoral. A continuidade desse modelo só aprofunda a estagnação.

O ativismo judicial voltou a se manifestar de forma explícita. Quando um ministro tenta frear uma estrutura de mobilização coordenada que espalha conteúdo já desmentido, outro membro da Corte intervém para manter o canal no ar até o plenário decidir. A liberdade de expressão não autoriza campanha industrial de desinformação em escala nacional às vésperas do segundo turno. O TSE, que deveria zelar pela lisura do pleito, aparece mais uma vez como arena de disputa política interna, com decisões contraditórias que alimentam a desconfiança de que a Corte atua para preservar o status quo petista em vez de aplicar a lei de forma isonômica.

Lula governa há quase quatro anos com o Bolsa Família reajustado apenas recentemente, enquanto a alta dos combustíveis e a violência urbana corroem sua popularidade. O eleitorado que votou em Caiado, Zema e outros no primeiro turno migra majoritariamente para Flávio. O PT tenta desqualificar a Nexus por ser telefônica, argumentando que exclui pobres desconfiados, mas o método é o mesmo usado historicamente e o resultado do primeiro turno já desmentiu os institutos que subestimaram Flávio. O mercado precifica a possibilidade real de mudança, e qualquer tentativa de “virada” por meio de benefícios temporários só evidencia o desespero.